Palmeira - Projeto Lar Criança Feliz

Foi o nome que se deu à primeira creche, iniciada em 1970 em Palmeira, que hoje atende a 224 crianças e adolescentes, juntamente com seus familiares carentes. O projeto oferece Apoio Sócio Educativo em Meio Aberto, para crianças de 7 a 16 anos. Além disso, as famílias carentes são assistidas e o adolescentes participam de cursos diversos, e assim fortificam seus lares.


Palmeira - Projeto Cercado

Um povoado inóspito, com falta de possibilidades de sobrevivência, porém situado em paisagem linda, à 30 km d Palmeira. A AMAS fundou em 1974 um trabalho social comunitário, com uma escola rural de 1ª a 4ª série do 1. Grau, onde até 130 crianças frequentaram o projeto, recebendo instrução atendimento médico e dentário, atendimento aos mini – agricultores e atendimento espiritual à população. Como não houve desenvolvimento na região, muitas famílias saíram de Cercado em busca de melhor infra-estrutura para suas famílias. Ainda temos 8 crianças apadrinhadas. As atividades escolares foram desativadas do local e as crianças são levadas pelo ônibus da prefeitura à escola.

 

Porto Amazonas - Projeto Peixinho Feliz

Surgiu em 1981 em uma casa simples com 25 crianças, através de trabalhos realizados pela AEM. Em 1985 foi inaugurada a creche “Peixinho Feliz”, construída em um terreno doado pela Prefeitura de Porto Amazonas. A clientela de Porto Amazonas é extremamente carente, onde há poucas opções de trabalho para os pais. Por isso, o acompanhamento às famílias se torna importante. Atualmente a AMAS atende no local 167 crianças de 2 a 16 anos.


Curitiba - Xaxim - Projeto Letras Douradas

Em 1983, a pedido da Igreja Missionária do Xaxim, foi inaugurada a creche que atualmente se localiza em prédio próprio, construído em 1993, em terreno doado pelo então Vereador Sr. João Derosso, na rua Narciso Mendes, 630. O projeto atualmente atende 128 crianças e adolescentes na Educação Infantil e no Contra turno escolar.

 

Curitiba - Pinheirinho - Projeto Cantinho da Criança

A creche foi fundada em 1983, nas dependências da Igreja Irmãos Menonitas do Jardim Urano. Com o número de crianças crescendo a creche ficou pequena e inadequada. Por isso, em 2001 mudou – se para as instalações cedidas pela prefeitura de Curitiba, no Bairro do Pinheirinho. O projeto atende atualmente 170 crianças, de 4 meses a 6 anos. Esta creche também está localizada numa região carente, onde há muito espaço para trabalho com as famílias. Através do já iniciado intercâmbio de jovens, a AMAS ganhou mais uma parceria em 1986 – a Igreja Protestante de Eisenberg, na Alemanha, com o Pastor Friedrich Schmidt. Também em 1986 – o Bazar Natalino – foi realizado pela primeira vez. Ele é realizado em um ginásio de esportes, com venda de produtos artesanais, natalinos e outros, apresentações folclóricas, almoço e café colonial.


Lapa - Projeto Estrela de Belém

Em 1989 a AMAS fundou a creche Estrela de Belém, juntamente com a Igreja Irmãos Menonitas do Núcleo Leiteiro com grande envolvimento financeiro da Igreja de Eibelshausen e grande empenho do Professor Günter Stern. Hoje são atendidas 94 crianças no Sistema de Contra – turno.

 

Recife - Pernambuco - AMAS/MCC

Este projeto no Recife é administrado pelo MCC dos EUA, desde 1978 e tem o objetivo de desenvolver trabalhos sócio – educativos, articulação e formação comunitária, aconselhamento agrário e comercial, oficinas de resolução de conflitos em igrejas, famílias e comunidades, bem como trabalhos de saúde comunitária nos diversos municípios do estado de Pernambuco. O trabalho da AMAS no Nordeste se estende por 10 diferentes municípios da região, sempre em concordância com entidades Governamentais e/ ou não governamentais, fortalecendo os projetos já em andamento. Grande ênfase é dada à construção de cisternas nas regiões áridas, tentando sempre, ampliar os esforços governamentais em levar água para aqueles que delam necessitam.


Curitiba, Lapa, Palmeira e Porto Amazonas - Programa de Paz

Programa de Paz da Associação Menonita de Assistência Social – AMAS No nome de Jesus na prevenção da violência contra a mulher e a criança Como parte de uma estratégia de promoção de uma revista de ampla difusão no Brasil, recebi um exemplar da mesma no aeroporto de Curitiba. De volta para a casa no ônibus, decidi dar-lhe uma olhada e achei um artigo muito interessante cujo título é: “O mundo é masculino e assim deve permanecer” . Imediatamente fiquei muito empolgado com aquele escrito e logo comecei ler-lo. A escritora do mesmo descreve como no ano 2007 o juiz Edílson Rumbelsperger Rodrigues, ágio dentro de uma sentencia judicial por causa de violência exercida por homens contra mulheres. Entre outras, ele (o juiz) diz que a Lei Maria da Penha é um conjunto de regras diabólicas e que as armadilhas dessa lei tornam o homem tolo, mole. Diz que o mundo é masculino e assim deve permanecer. Por sua parte, Maria da Penha Maia, nome da qual a Lei pegou o nome (Lei 11.304/06) é uma mulher brasileira que foi vitima da violência exercida pelo seu ex marido (professor universitário) quem tentou matá-la em duas ocasiões o que levou ela, entre outras, a ficar paraplégica. Agora ele esta livre depois de pagar só dos anos de prisão. Em media, cada dia no Brasil, mais de 2700 mulheres são vitimas da violência doméstica e mais de um milhão por ano. A cada 15 segundos, uma mulher brasileira e agredida . A violência doméstica é a maior causa de morte e invalidez das mulheres com idades entre os 16 e os 44 anos de idade, ultrapassando o cancro, acidentes de viação e até a guerra . Segundo o Relatório do Programa Mulher de Verdade 2010 da Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba, do total de casos atendidos e notificados como violência contra a mulher, em media o 80% das vitimas tiveram que acudir as unidades de saúde ou aos hospitais . Isto mostra uma vez mais a crua realidade deste crime ou delito e as implicações físicas e psicológicas sobre a vida das mulheres (alem das outras conseqüências). Não é demais lembrar que a grande maioria das vezes, por diferentes razões como o medo as ameaças, as agredidas decidem não informar ou denunciar. Porém a vida delas fica limitada pela violência. E a vida é muito mais do que respirar, comer, ouvir, caminhar; a vida é essência de Deus. “Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância.” (João 10:10). O principal mandamento de Deus é amar, é o amor. No amor fica fora toda violência. A violência é contra a vida que é um Dom de Deus. A violência é contra Deus mesmo que cuida dos seus filhos e filhas. O amor tem como um dos principais sustentos, o respeito. Quem ama, respeita. Quem Ama, respeita! É a mensagem central do Programa de Paz da Associação Menonita de Assistência Social (AMAS). O Programa de Paz que está sendo construído em parceria com o Comitê Central Menonita quer oferecer alternativas pacíficas e cristãs à violência contra a Mulher e as crianças. È urgente apoiar a reconstrução de uma sociedade onde se fale mais do amor do que da violência. O Programa de Paz quer dar um alivio a esta desumana realidade, e melhor ainda, apoiar na causa da prevenção. Desta forma o Programa de Paz – “violência contra mulher” vem ao encontro para sensibilizar, prevenir a sociedade numa perspectiva cristã e de direitos, criando mecanismos de enfrentamento desta situação numa equipe técnica preparada para acolher no sofrimento e informar sobre os aspectos sociais, psicológicos e jurídicos da situação. Mas o desafio é bem grande. Nada é fácil neste sonho de acabar com a violência. Nada é fácil para levar com sucesso a proposta do Programa de Paz. São necessárias muitas coisas e a soma de vários esforços não só para ter um bom começo, mas para o que é mais importante, ter um programa desenvolvido com e para as comunidades onde AMAS têm participação ou serviço. Isto não significa que a proposta é só olhar para dentro porque um dos eixos do mesmo é a articulação em rede (s) de proteção e prevenção social que trabalhem o tema. Os primeiros passos foram já dados, o caminho está sendo construído. Vários pastores e coordenadoras dos projetos (creches) da AMAS têm manifestado a abertura e o interesse em abordar o tema dentro das instituições e oferecer um serviço básico para as mulheres e crianças. Como tal, o Programa de Paz tem começado no dia 15 de março de 2011 com a chegada do casal colombiano Liliana Woo e Oscar Calvachi como parte da parceria feita com o Comitê Central Menonita. Ela é psicóloga especialista em Psicologia Clínica – Terapia Familiar e estudos em Trauma Awareness and Resilience (STAR); e ele é advogado, especialista em Direitos Humanos e estudos em gênero e teologia. Liliana faz parte da igreja dos Irmãos Menonitas e Oscar, da igreja Menonita em Bogotá. A maior parte de sua vida professional tem sido desenvolvida no acompanhamento de vitimas da violência, especialmente, por causa do conflito armado interno que sofre Colômbia há vários anos atrás. Temos também na equipe técnica Wanda Hudson, missionária da Igreja Batista Missionária de Pirapora MG, formada em Enfermagem, especializou na área de assistência a criança e adolescente que vive em vulnerabilidade e risco social, trabalha dentro do programa na parte de Prevenção a violência doméstica com crianças e adolescentes. No acompanhamentos específicos através de rodas de conversa, oficinas com temas específicos voltados a esta temática. É interessante perceber como essas crianças/adolescentes estão dispostos em sua maioria a falar e debater sobre os temas colocados.Houve em particular uma garota que usou a seguinte frase em sua participação no grupo: Tia Tia Tia, com o dedinho levantado: minha mãe ficou muito nervosa depois que meu pai saiu de casa, outro dia ela pegou a corrente do cachorro e bateu um monte em minhas pernas eu fiquei bem machucada!!!!”Eu não consigo perdoar ela”!! Logo depois um garoto disse, chupando seu delicioso pirulito com uma forma descontraída disse: Sabe Tia, meu pai batia tanto no meu irmão e em mim que a policia acabou nos levando para uma casa de passagem, ficamos la por 2 meses a minha mãe ta presa, as vezes ele ainda me bate mas não é taaannnnttoooooo como antes mas me bate!!!! Diante desses relatos muitas vezes é difícil encarar uma realidade tão dura, mas procuramos agir com “profissionalismo” e amor!!! Se doe em nosso coração imaginem o quanto doe no coração desses pequeninos!!!! Em casos como estes, procuramos os pais e tentamos construir uma ponte entre eles e os filhos, conversamos, orientamos e encaminhamos cada caso. Hoje com a equipe do Programa de Paz conseguimos entrar em cada família que esteja disposta a receber ajuda, começamos nas oficinas com as crianças/adolescentes e conseguimos chegar até os pais, os quais muitas vezes, são eles que necessitam de acompanhamento maior.Então descobrimos que a maioria das vezes ocorre violência em diversas formas dentro de casa, onde não só as crianças e adolescentes são vítimas, mas também as mães(mulheres) e outros que convivem no mesmo ambiente. Em parceria com professores, coordenadores de cada projeto da Amas conseguimos dar o suporte de acolhimento, conhecimento dos casos, atendimento psicológico, jurídico e social, isso nos faz uma grande e boa equipe para sustentar o eixo anteriormente mencionado, o eixo sócio-familiar o qual estava adormecido.Também precisamos de você como parte dessa equipe, esteja contribuindo conosco em oração, precisamos muito de seu apoio. Graças a Deus pela inspiração para AMAS que valente e decididamente tem ousado adiantar como um trabalho tão urgente, mas também tão complexo e difícil num contexto cultural geral tão adverso quando da prevenção da violência se trata. Equipe Programa de Paz

 

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